5 de fevereiro de 2026
Grupo Alliance reúne centenas na Microsoft e promove debate estratégico sobre IA aplicada aos negócios
São Paulo foi palco, no último dia 3 de fevereiro, de um dos encontros mais consistentes sobre aplicação prática de Inteligência Artificial no ambiente corporativo. Realizado pelo Grupo Alliance, o evento “Inteligência Artificial na Prática – Muito Além do Prompt” ocupou o 16º andar da sede da Microsoft, na Avenida JK, e reuniu centenas de empresários, gestores e lideranças das áreas Comercial, Recursos Humanos, Tecnologia e Gestão.
Com programação concentrada entre 9h e 13h, o encontro teve como proposta central sair do discurso teórico e discutir como a IA já está sendo aplicada, de fato, na estratégia, na operação e na tomada de decisão das empresas.
Na abertura, a presidente do Grupo Alliance, Thais Ribeiro Schwartz, destacou que a Inteligência Artificial deixou de ser tendência para se tornar realidade competitiva. “A questão não é mais se as empresas vão usar IA, mas como, com que estrutura e com qual responsabilidade”, reforçou.
Estratégia antes da ferramenta: o tom do primeiro painel
O Painel 1 – IA, Estratégia Comercial e Resultados Reais abriu os debates sob mediação de Fábio Rogério (Alfa Sistemas), reunindo Viviane Penhabel, Roberto Arruda (SkyOne) e Yanomani Luz.
A conversa girou em torno de um ponto crítico: muitas empresas iniciam projetos de IA pela ferramenta e não pela estratégia. Os painelistas defenderam que, sem processo estruturado e metas claras, a tecnologia apenas acelera falhas já existentes.
Entre os temas que mais mobilizaram o público estiveram:
- Hiperpersonalização baseada em dados integrados
- Uso de agentes de IA no processo comercial
- Métricas reais de ROI
- Cultura organizacional e resistência das equipes
O consenso foi direto: IA não substitui estratégia — ela a potencializa.
RH no centro da transformação
Na sequência, o Painel 2 – IA no RH, Cultura e Desenvolvimento Humano trouxe uma abordagem voltada ao impacto organizacional da tecnologia. Mediado por Mari Viana, contou com Carol Gonçalves e Fernanda Papis.
O debate ganhou força ao abordar um tema sensível: o medo da substituição profissional. As especialistas destacaram que a transformação não elimina o trabalho, mas exige requalificação e novas competências.
Outro ponto de destaque foi a diferença entre automação e Inteligência Artificial. Segundo as painelistas, muitas organizações acreditam estar usando IA quando, na prática, apenas automatizam tarefas.
O painel reforçou o papel estratégico do RH na condução da mudança cultural e na preparação das equipes para um cenário cada vez mais orientado por dados.
Infraestrutura, risco e governança no centro da gestão
Encerrando a manhã, o Painel 3 – IA na Gestão: decisão, infraestrutura e risco ampliou o olhar para a estrutura necessária para escalar projetos de IA.
Sob mediação de Carol Lagoa (Witec IT), participaram Marco Lagoa (Witec IT), Sidney Fabiani (Gemelo) e Gustavo Moraes (Witec IT).
O debate trouxe um tom mais técnico e aprofundado, abordando:
- Custo invisível da infraestrutura de IA
- Demanda energética e densidade computacional
- Riscos de governança e uso descontrolado de dados
- Falta de contexto como principal causa de decisões equivocadas
Um dos alertas mais enfatizados foi que a IA amplifica a maturidade — ou a desorganização — da empresa. Sem governança e clareza estratégica, o risco cresce na mesma proporção que o investimento.
Networking e construção de ecossistema
Além dos painéis, o evento foi marcado por intensa troca de experiências nos intervalos, fortalecendo conexões entre executivos, especialistas e parceiros. A participação ativa do público, inclusive nas redes sociais, reforçou o engajamento com o tema.
O encontro contou com patrocínio de Alfa Sistemas, Lumen Finance, Gestiona e Witec IT Solution, empresas alinhadas à proposta de aplicação prática da tecnologia na gestão empresarial.
Debate amadurecido sobre IA
Ao final da manhã, o sentimento predominante era de amadurecimento do debate. Longe do entusiasmo superficial ou do medo exagerado, o evento consolidou a Inteligência Artificial como ferramenta estratégica que exige planejamento, cultura, infraestrutura e responsabilidade.
Para o Grupo Alliance, o resultado foi a confirmação de um posicionamento: promover discussões qualificadas que conectem tecnologia, pessoas e estratégia com foco em impacto real nos negócios.